Quatro Reais

Nós tínhamos quatro reais nos bolsos. Nenhuma moeda a mais, nem a menos. Para ser mais icônico, só faltavam os botões soltos, arremedos de fios e algum tipo de clipe de papel. Eu pensava numa solução rápida enquanto ele recontava o dinheiro.

— Eu acho que com essa quantidade de dinheiro dá pra voltar.
— Dá porra nenhuma bróder — respondi prontamente, já preparado para contar-lhe meu plano.
Nós vamos fazer assim. Eu volto, pego mais dinheiro e depois venho aqui te buscar.
Era simples assim, feito achar a cura do câncer. Peguei o dinheiro da mão dele e saí já amassandos as duas notas na mão.

Ei ei ei! Calma aí, porra! Tá pensando que é assim? — disse ele, alcançando meu braço e pegando meu pulso. Logo tomou o dinheiro de minha mão e voltou ao ponto onde a luz do poste iluminava a rua.

— Caralho, qual é o problema?
— O problema é que não tenho garantia de que você vai voltar.
— Como assim não vou voltar, você acha que eu vou te esquecer aqui?! — indaguei já meio revoltado com tanta descrença.

Ele disse que sei lá, poderia ser isso ou não. Eu podia tentar fazer de sacanagem. Até parece. Naquela altura do campeonato, depois daquela presepada toda, se eu ousasse deixá-lo lá, seria mais do que sacanagem. Seria assinar um termo de compromisso com a filha da putagem. Eu não faria isso nunca!
“E por quê não posso ir antes? Deixa eu ir primeiro!” disse ele em tom desesperado. Eu não exitei em pegar o dinheiro de volta. Ele travou-o na mão. Era um cabo de força dividindo nossas vontades. Eu tinha o melhor plano e ele queria garantir que não iria se dar mal, por algum motivo que eu ainda não havia entendido. Foi aí que eu me dei conta, era puro medo. Não tinha porquê ele duvidar se não fosse por isso.

— Cara, somos amigos a quantos anos? — perguntei.
— Sei lá… Mais de dez — respondeu com suspeita.
— Porquê raios eu haveria de te zoar assim? Você realmente acha que eu deixaria você aqui? Sério mesmo, se eu pudesse dar um jeito melhor… Mas não tem como!

A essa hora ele já estava quase convencido. “Vamos lá, solta a grana e eu vou indo antes. Não demora, eu retorno com grana pros dois e te busco”. Ele concordou. Depois de muita relutancia. Então ficamos ali, embaixo da luz do poste. A rua já deserta, daquelas onde só as moças de família frequentam, inspirava um pouco de medo. É aquela sensação de que é melhor estar sozinho e abandonado, do que acompanhado por alguém suspeito. Esperávamos o onibus. Enquanto isso, conversamos sobre bobagens. Capítulos relembrados do Chaves, da época que o incêndio do SBT ainda não havia ferrado a série. Os boatos mais bobos que ouvíamos quando crianças. Até mesmo aquelas fofoquinhas bestas, sobre como ‘fulana’ ou ‘ciclana’ haviam mudado pra melhor ou pra pior. Coisas triviais.
O tempo passou rápido, logo o onibus chegou. Fui subindo e o motorista encarou a ele ali, parado na calçada. Fez cara de “e aí, vai ficar sozinho mesmo?”. Infelizmente, a cara dele era de “sim, eu me fudi e agora tenho que esperar”. Sentei logo na primeira fila, ao lado do cobrador. Era onde havia luz acesa dentro do veículo coletivo que levava o resgate embora. E, sentado ali, comecei a refletir. Como pode alguém, com uma amizade de tantos anos, duvidar desse jeito do amigo? Éramos como irmãos. Na escola não desgrudávamos por um segundo sequer, e aprendemos cedo a nos cuidar sozinhos, porém juntos. Claro que, as vezes, alguém vacilava. Como naquela noite, onde saímos sem pensar no trajeto, em quanto custaria para ir e voltar e muito menos quanto precisaríamos para entrar no show. Bom, até aí tudo bem, a culpa foi dos dois. Mas eu fiquei espantado. Realmente não entendi porquê ele não quis seguir meu plano de primeira! Se fosse ele, eu teria dado o dinheiro na mão, assim, de supetão. Sem o menor problema.
É fogo. O onibus já havia chegado, nem notei o tempo passar. Desejei boa noite a ambos motorista e cobrador e saí pela porta de trás. Caminhei os poucos metros que separavam a parada da minha casa e logo entrei. Lá dentro, ainda estava abismado, pensando sobre o ocorrido. Mas nada que uma boa noite de sono não resolvesse. Mal tirei o tênis e já fui me enfiando embaixo da coberta. Pronto, estava aquecido e pronto para dormir.

No dia seguinte, acordei tarde. Atrasado. Não sabia para o quê, mas estava atrasado. Aí então, entendi. Era por isso que ele não queria que eu fosse o resgate.

Ella: Hoje eu lembrei de você.
Yo: Sério? Por quê?
Ella: Porquê sim...
Yo: ?!
Ella: Não, mentira. Eu ouvi uma música da Black Label. Lembrei de você.
Yo: Ahhh, legal.
Ella: Pô, tô te falando que eu lembrei de você.
Yo: É, eu sei... Mas é que...
Ella: Que?
Yo: Nem eu lembro mais de mim quando ouço. Eu mudei muito.
Ella: Caralho, mas eu conheci você por causa disso. Deixa eu lembrar de você?
Yo: Claro. Claro que deixo.
Ella: Então da próxima vez que eu te disser "lembrei de você", você me responde com uma cara legal, beleza?
Yo: Óquei.
Ella: Bom...
Yo: Ou, lembrei de você também.
Ella: Sério? Mentira né?
Yo: Não, é sério mesmo.
Ella: Por quê?
Yo: Porquê eu encontrei uma garota quase tão chata quanto você.
Ella: Filho da puta.
Yo: Lembre-se de mim quando vir um por aí.

Teste de personalidade

Holy sheet (faça também)

Your view on yourself:

You are down-to-earth and people like you because you are so straightforward. You are an efficient problem solver because you will listen to both sides of an argument before making a decision that usually appeals to both parties.

The type of girlfriend/boyfriend you are looking for:

You are not looking merely for a girl/boyfriend - you are looking for your life partner. Perhaps you should be more open-minded about who you spend time with. The person you are looking for might hide their charm under their exterior.

Your readiness to commit to a relationship:

You prefer to get to know a person very well before deciding whether you will commit to the relationship.

The seriousness of your love:

You are very serious about relationships and aren’t interested in wasting time with people you don’t really like. If you meet the right person, you will fall deeply and beautifully in love.

Your views on education

Education is very important in life. You want to study hard and learn as much as you can.

The right job for you:

You have plenty of dream jobs but have little chance of doing any of them if you don’t focus on something in particular. You need to choose something and go for it to be happy and achieve success.

How do you view success:

You are confident that you will be successful in your chosen career and nothing will stop you from trying.

What are you most afraid of:

You are afraid of things that you cannot control. Sometimes you show your anger to cover up how you feel.

Who is your true self:

You are full of energy and confidence. You are unpredictable, with moods changing as quickly as an ocean. You might occasionally be calm and still, but never for long.

_____

via (Reservoir Bitch) and (Nwalmn)

Daltonismo

Só nós homens podemos ser daltônicos. Simples assim. E até o momento em que nós descobrimos isso, passamos um bom tempo nos enganando. Não, eu não sou daltônico. Mas tenho um amigo que é. Descobrimos isso, ao repararmos nas merdas que ele dizia, adjetivando as coisas com cores e tons errados. Ele duvidou quando lhe dissemos “cara, você é daltônico”. Bateu o pé e nos disse que não, que era impossível. Algo triste de se ver, pois, por mais engraçada que fosse a situação, estávamos falando sério.

O engraçado é que isso não se aplica apenas a doenças, também se aplica aos defeitos. Cansei de contar aos amigos como eles são chatos com algo, ou que eles tem mania de fazer algo que irrita e, por vezes, já me disseram coisas assim também.
Você tem mania de já inferiorizar quem não conhece, só pelo fato de ver algo na pessoa, que te lembre alguém com isso. É como se você fizesse um link entre um ser e outro, e jogasse ambos na mesma prateleira da biblioteca mental que você usa para as pessoas que não gosta.
Ela me disse isso com todas as palavras. Bem, não essas acima, mas quase isso. Curiosamente, dessa vez eu já sabia disso antes mesmo que ela me dissesse. Foi algo inesperado, mas eu já estava preparado. É verdade, eu julgo demais as pessoas. Mas eu procuro sempre ser o mais justo, até porque, julgamentos podem ser pra bom ou ruim, certo?
Errado, Eduardo! Julgamentos sempre são ruins!

E quando eu disse pra ela que ela estava fazendo justamente isso, me julgando, o que você acha que ela respondeu?

— Eu boto fé que você tá dizendo isso porque ficou com raiva.
— Nem é, é verdade. Se o problema é julgar, você está fazendo isso agora. E é pra mau, do tipo, me dizendo algo que eu tenho de ruim.
Ela não esperava por essa. Ficou parada, ali. Me olhando.
— Pode até ser… Mas como você faz, eu não faço. Aliás… — segurou o ar e me olhou nos olhos. Não queria dizer o que tinha preparado.
— Vai! Fala!
— Você faz igualzinho o Ricardo, meu ex — soltou em tom de desabafo. Logo em seguida, encostou na cadeira e tomou uma posição mais relaxada. Perguntou o que íamos pedir.

Então, sabe aquela história de que eu julgo as pessoas, pelas relações anteriores que eu tive? Pois é, parece que todo mundo faz isso. Até o filho da puta do Ricardo. Que eu nem conheço.

Tem hora que eu prefiro chamar preto de vermelho e ficar por isso mesmo.

Porquê eu amo o rock ‘n roll

Eu me encontrava deitado no chão, com as pernas sobre a cama. Um amigo estava sentado em uma cadeira ao lado do computador e o outro na própria cama. Todos olhando quase fixadamente para o teto. Estávamos ouvindo pela primeira vez o disco novo do Metallica, que eu havia comprado horas antes. Era como estar orgulhoso por um filho que foi bem na escola, por um amigo que se deu bem na vida. Contemplar um álbum e constatar que, aquela banda em especial, continua sendo a banda que você gosta, que você ama.

Meu amor com o rock ‘n roll começou cedo. Meus pais me dizem que meu disco preferido quando eu era bem novo, era um do RPM. Ok, nada comparado com o que eu costumo ouvir hoje em dia, mas ainda assim é algo interessante. Durante minha infância, por estar na família Lisbão, éramos todos obrigados a ouvir a trilha sonora da família: Queen. E bem alto, diga-se de passagem. Sempre foi assim. Por mais que eu tivesse ouvido muitas outras coisas nas reuniões de família, nas ruas e em quase todas as chances que tive, não lembro-me de um só único dia, em que eu não tenha ouvido um bom rock. Meu primeiro disco - tenho orgulho de dizer - foi o ‘Ride The Lightning’ do Metallica. E ele não foi um filho único na prateleira. Assim que saí da Discoteca 2001, entrei de novo e me rendi ao outro álbum que eu queria ter, ‘And Justice… For All’, da mesma banda. Ou seja, meu primeiro disco, se confunde com o segundo. Assim como todos os discos que vinham a seguir. Era como um vício.
Tinha o ex-marido da minha tia, um advogado dedicado a gastar ao menos 30% do salário dele com música. Quando eu tinha 10 anos, a idade que ele tinha quando ouviu seu primeiro rock ‘n roll, já constavam mais de 4 mil discos nas prateleiras da sala dele. Aquilo pra mim era um templo. Era como se fosse o único lugar no mundo que me entendia, compreendia a minha ânsia por ter mais e mais discos. Conhecer mais bandas. Eu costumava chegar com meus CDs ou LPs nos sebinhos e pedir uma indicação do vendedor. “Você tem algo aí que se pareça com isso?” eu perguntava, mas só àqueles que conheciam mesmo. Nunca perguntei isso pra um cara plantado na porta, esperando pra cair fora e reclamar da vida. Eu ia direto nos tiozinhos que ficavam atrás do caixa, trocando os CDs, botando DVDs e comentando “o show do Rush foi foda”. Era a melhor forma de se conhecer novas bandas que eu sabia. Eu e meus amigos. Bom, isso até a internet se tornar uma realidade, e com ela virem os MP3, totalmente inocentes.

Sempre gostei de bandas que ouvi antes de poder dizer que são boas ou não. Eu gosto de Led Zeppelin, pois eu sei que é bom. Eu gosto de Grand Funk Railroad, pois eu sei que é bom. Nunca elogiei uma banda por elogiar, e também já falei mal de muitas outras. Com o tempo, fui montando uma biblioteca particular aqui na minha cabeça, repleta de lembranças e ligações. Todas elas, trazem algum motivo para gostar de um determinado som. Ouço desde o rock clássico, até o death metal norueguês, com vocais guturais. Confesso só não admitir o tal do emo core que, para mim, nada mais é do que uma jogada da mídia pra vender mais discos. Mas independentemente disso, com ou sem os emos. O rock nunca morrerá. Não morrerá pois ele conta com admiradores que são mais do que fãs. São muito mais do que apreciadores. Eu fui criado por pessoas que ouviam rock, nas mais diversas circunstâncias e, com certeza, vou criar meus filhos sob o bom som de bandas como Deep Purple, Yes, Pearl Jam etc. O rock se perpetua ao longo dos anos, através de pessoas que multiplicam o seu valor. Eu ouço aqui, gosto, apresento para um amigo qualquer e ele faz o mesmo. E isso ainda se torna um símbolo da nossa amizade, como se fosse parte do elo. Os amigos que moram longe vivem me dizendo que lembraram de mim, por terem ouvido um som x. Lembro-me deles pelo mesmo motivo. Somos como uma legião inteira, ligada por um símbolo da nossa fé que se divide em várias vertentes. Grunge, Nu Metal, Power Metal, Grind, são tantos nomes e tantos estilos que não sei se haveria justiça em tentar citar todos. Mas o que importa é o pai de todos eles e o pai de todos nós. Eu sou um filho do rock ‘n roll que com orgulho, abraça seu pai todos os dias. Todos.

Era o final da última faixa. Battery. Tocada com maestria pela banda, pela orquestra, e aplaudida por minutos sem fim ao seu término. E quando o disco acabou, olhamos um para o outro. Os três com cara de empolgação e alegria. Não sabíamos se ríamos ou se chorávamos, por aquele álbum tão bem concebido, produzido e executado. E ao final de nossas dúvidas, decidimos o inevitável. Começamos a ouvir de novo. Tudo de novo.

É por isso que eu amo o rock. Porquê ele me ama também.

Feliz Dia do Rock.

A História da Honestidade

É difícil não me deparar com certas questões da vida, triviais por um lado e confusas por outro. Decisões corretas nem sempre resultam nas melhores coisas — leia-se, melhores coisas para nós. As vezes abrimos mão de uma vantagem aqui e ali, pois sabemos a diferença entre o certo e o errado. Noutras, aproveitamos uma oportunidade para nos darmos bem, tirando vantagem de uma situação qualquer. E não adianta dizer que nunca fizeste isso, pois todos nós já fizemos. Em diferentes aspectos, todos nós já fizemos.

Não há nada de errado em ser esperto e muito menos em se dar bem. É assim que nós vivemos hoje em dia, ligados o tempo inteiro e antenados no que está havendo a nossa volta. Mas o que faz falta mesmo, é alguém que esteja ali para lhe dar aquele toque. Avisar sobre consequências, processos, resultantes etc.

Eu sempre fui um desses caras que dá dicas de antemão, gratuitamente, pelo simples prazer de saber que ajudou alguém. Mas não dá. Não dá mais não. A vida é longa demais pra se esperar alguma providência divina lhe retribuíndo, e curta demais para se perder tempo pelos outros.
São simples conclusões que eu, você e todos nós precisamos tomar antes de dar qualquer pitaco, ou simplesmente responder uma pergunta.

Você pensa no próximo? Eu penso. Mas se o próximo não pensa em mim, quem o fará?

E foi assim que mais uma pessoa justa deu lugar a uma pessoa comum. Feito eu ou você.

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Por Você
Barão vermelho

Por Você
Eu dançaria tango no teto
Eu limparia
Os trilhos do metrô
Eu iria a pé
Do Rio à Salvador…

Eu aceitaria
A vida como ela é
Viajaria a prazo
Pro inferno
Eu tomaria banho gelado
No inverno…

Por Você!
Eu deixaria de beber
Por Você!
Eu ficaria rico num mês
Eu dormiria de meia
Prá virar burguês…

Eu mudaria
Até o meu nome
Eu viveria
Em greve de fome
Desejaria todo o dia
A mesma mulher…

Por Você! Por Você!
Por Você! Por Você!

Por Você!
Conseguiria até ficar alegre
Pintaria todo o céu
De vermelho
Eu teria mais herdeiros
Que um coelho..

Eu aceitaria
A vida como ela é
Viajaria à prazo
Pro inferno
Eu tomaria banho gelado
No inverno…

Eu mudaria
Até o meu nome
Eu viveria
Em greve de fome
Desejaria todo o dia
A mesma mulher…

Por Você! Por Você!
Por Você! Por Você!

Nã Nã Nã Nã Nã…

Eu mudaria
Até o meu nome
Eu viveria
Em greve de fome
Desejaria todo o dia
A mesma mulher…

Por Você! Por Você!
Por Você! Por Você!
Por Você! Por Você!
Por Você! Por Você!
Por Você! Por Você!

As pessoas procuram os culpados e arrumam motivos para as coisas que deram errado. É a camisa que não era a amarela. Foi o Felipe Mello que fudeu com tudo. O Dunga não soube arrumar o time em campo, enfim… Inúmeras coisas podem ser apontadas como causadoras de nossa derrota hoje, perante a Holanda. Mas na minha sincera opinião, o grande problema do Brasil, não é bem a escalação, a equipe ou a situação.
A primeira copa que eu assisti, com consciência e noção das coisas, foi a de 1994 nos E.U.A. Lembro-me com orgulho de ter visto um time inteiro jogar com o sangue, ou aquilo que chamam de raça. Era o resquício da história brasileira no futebol ali. Talvez o último time onde praticamente todos os integrantes, suaram a camisa com um esforço tamanho, que nos fez olhar com orgulho e admiração. Para mim, é isso que nos torna tão especiais em comparação as outras nações. O futebol era para aqueles jogadores, muito mais do que um ‘emprego’, uma forma de ganhar a vida. O próprio Dunga, o temido ‘Xerife do Meio Campo’, gritou centenas de decibéis a mais naquele ano, do que em todo o tempo dirigindo nossa seleção recentemente. Era isso que me deixava espantado e impressionado, e da mesma forma que as crianças e adultos se impressionaram naquele ano, o mundo inteiro viu uma nação se estampar naquelas 11 camisetas em campo. Era a prova de que o brasileiro nasce com o futebol no sangue.
Esta última afirmação não é bem verdade. Eu mesmo não gosto de futebol mais do que qualquer outro esporte, e aliás, tenho uma intensa adimiração por esportes ‘estrangeiros’, diferentes da paixão nacional. Mas me permito, nos poucos momentos em que vejo nossa seleção entrar em campo (e meu humilde time jogar), tentar entender o que está acontecendo. E o que está acontecendo hoje com o futebol brasileiro, é que não somos mais aqueles mesmos do século passado, que encantaram com passes e dribles até então não imaginados. Inventamos a bicicleta, o chapéu se tornou uma especialidade da casa e o famoso ‘drible da vaca’ ganhou outro tom nos pés de Garrincha, Romário, Pelé e cia.
Não diria que hoje, nenhum jogador suou a camiseta com tudo o que tinha pelo Brasil. Ali no meio, os Lúcios da vida estavam correndo por todo o campo, marcando uma presença espantosa. Mas o que entrou em campo, não foi a Seleção Brasileira de Futebol, e sim a Seleção de Estrelinhas Brasileira. E há muito tempo isso acontece. 1998, 2002, 2006 e agora 2010, temos jogadores de contratos milionários com títulos que não nos enchem tanto a boca. E mais uma vez, acabada a copa, após a derrota, o brasileiro xinga, grita e trata de ameaçar mentalmente cada um dos que ali pisaram. Eu acredito que todos ali fizeram um pouco de sua parte e de fato queriam ganhar. Mas não como eu vi aos meus 9 anos de idade.
Claro que essa é minha humilde opinião. Não sou especialista. Não tenho cacife e muito menos uma camisa do Brasil no armário, que eu uso todos os dias. Mas eu sou brasileiro, e isso me basta pra dizer: agora Brasil, o que precisamos é de sorte, pois talento e dedicação, são coisas do passado.
Sinto pena pelos mais novos que eu. Consquentemente, eles não puderam ver o que eu vi na Copa dos E.U.A., mas ao mesmo tempo, os invejo. Pois talvez eles possam se lembrar do dia de hoje como uma lição de que um jogo de futebol tem no mínimo dois tempos. E não se decide nada antes dos 45 minutos do primeiro.

As pessoas procuram os culpados e arrumam motivos para as coisas que deram errado. É a camisa que não era a amarela. Foi o Felipe Mello que fudeu com tudo. O Dunga não soube arrumar o time em campo, enfim… Inúmeras coisas podem ser apontadas como causadoras de nossa derrota hoje, perante a Holanda. Mas na minha sincera opinião, o grande problema do Brasil, não é bem a escalação, a equipe ou a situação.

A primeira copa que eu assisti, com consciência e noção das coisas, foi a de 1994 nos E.U.A. Lembro-me com orgulho de ter visto um time inteiro jogar com o sangue, ou aquilo que chamam de raça. Era o resquício da história brasileira no futebol ali. Talvez o último time onde praticamente todos os integrantes, suaram a camisa com um esforço tamanho, que nos fez olhar com orgulho e admiração. Para mim, é isso que nos torna tão especiais em comparação as outras nações. O futebol era para aqueles jogadores, muito mais do que um ‘emprego’, uma forma de ganhar a vida. O próprio Dunga, o temido ‘Xerife do Meio Campo’, gritou centenas de decibéis a mais naquele ano, do que em todo o tempo dirigindo nossa seleção recentemente. Era isso que me deixava espantado e impressionado, e da mesma forma que as crianças e adultos se impressionaram naquele ano, o mundo inteiro viu uma nação se estampar naquelas 11 camisetas em campo. Era a prova de que o brasileiro nasce com o futebol no sangue.

Esta última afirmação não é bem verdade. Eu mesmo não gosto de futebol mais do que qualquer outro esporte, e aliás, tenho uma intensa adimiração por esportes ‘estrangeiros’, diferentes da paixão nacional. Mas me permito, nos poucos momentos em que vejo nossa seleção entrar em campo (e meu humilde time jogar), tentar entender o que está acontecendo. E o que está acontecendo hoje com o futebol brasileiro, é que não somos mais aqueles mesmos do século passado, que encantaram com passes e dribles até então não imaginados. Inventamos a bicicleta, o chapéu se tornou uma especialidade da casa e o famoso ‘drible da vaca’ ganhou outro tom nos pés de Garrincha, Romário, Pelé e cia.

Não diria que hoje, nenhum jogador suou a camiseta com tudo o que tinha pelo Brasil. Ali no meio, os Lúcios da vida estavam correndo por todo o campo, marcando uma presença espantosa. Mas o que entrou em campo, não foi a Seleção Brasileira de Futebol, e sim a Seleção de Estrelinhas Brasileira. E há muito tempo isso acontece. 1998, 2002, 2006 e agora 2010, temos jogadores de contratos milionários com títulos que não nos enchem tanto a boca. E mais uma vez, acabada a copa, após a derrota, o brasileiro xinga, grita e trata de ameaçar mentalmente cada um dos que ali pisaram. Eu acredito que todos ali fizeram um pouco de sua parte e de fato queriam ganhar. Mas não como eu vi aos meus 9 anos de idade.

Claro que essa é minha humilde opinião. Não sou especialista. Não tenho cacife e muito menos uma camisa do Brasil no armário, que eu uso todos os dias. Mas eu sou brasileiro, e isso me basta pra dizer: agora Brasil, o que precisamos é de sorte, pois talento e dedicação, são coisas do passado.

Sinto pena pelos mais novos que eu. Consquentemente, eles não puderam ver o que eu vi na Copa dos E.U.A., mas ao mesmo tempo, os invejo. Pois talvez eles possam se lembrar do dia de hoje como uma lição de que um jogo de futebol tem no mínimo dois tempos. E não se decide nada antes dos 45 minutos do primeiro.

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You Belong to Me
Carla Bruni

See the Pyramids
Along the Nile
Watch the sun rise
On a tropic isle
Just remember darling
All the while
You belong to me

See the market place
In old Algiers
Send me photographs
And souvenirs
Just remember
‘Til your dream appears
You belong to me

I’ll be so alone
Without you
Maybe
You’ll be lonesome, too
Maybe
You’ll be lonesome too
And blue

Fly the ocean
In a silver plane
See the jungle
When its wet with rains
Just remember
Till you’re home again
Or until
I come home to you
You belong to me

(via yourfavoriteredhead)
O esquizofrênico Platão me entende.

(via yourfavoriteredhead)

O esquizofrênico Platão me entende.