O Mesmo Eixo

Em cada centímetro de asfalto percorrido,
Uma marca é largada para trás.
Seja de pneus, borracha quente,
Ou de sapatos e chinelos, pé de gente.

Nas faixas de cal que nos orientam,
Estão as regras de uma sociedade inteira,
Construída para acreditar em regras,
Até que apareça alguém e faça uma besteira.

O cenário do horizonte muda, de cidade em cidade,
Depende de onde estamos e para onde olhamos,
Mas no fim, é tudo sempre a mesma linha.

A linha que esconde e transforma o que virá,
Em outras paisagens, árvores e pessoas.
É o limite do conhecido.

E por isso estamos ali, naquela estrada.
A pé, caronando, guiando e levando a vida.

O que importa, é conseguir continuar.
Até cruzar a linha. E mudar tudo de novo.

(via trashandglam)

Aquele que sabe o que dizer, nem sempre sabe como dizer. Eis a grande virtude do sábio, ficar calado até a hora de falar.

Contra Tempo

A vida não é fácil mesmo. São tantos problemas acontecendo, aparecendo e se renovando, que quando decidimos parar para contá-los, lembramos que aritimética é um deles. Só sabemos contar até 100, quando o assunto é encrenca. Estou passando por uma série de complicações na minha pessoalidade. O lado profissional de meu ser vai bem, dentro do esperado. Mas talvez, ele ir bem não signifique que está tudo bem. Para mim agora, isso significa que eu preciso correr atrás de coisas novas.

Esta tarde, tive uma longa conversa internética com meus dois melhores amigos. Um bate papo comprido e sério, que durou mais de horas, sem se tornar chato ou inconveniente. Exatamente o tipo de coisa que só existe entre poucos relacionamentos, sobretudo, de amizade. Os dois estão combinando planos, que infelizmente não posso partilhar com eles. Ambos pensam e tramam aventuras, daquelas que vimos em filmes de Sessão da Tarde, onde os vilões são as adversidades e o tempo. Falta de dinheiro, não é estado de espírito. É condição. Situação. Eles estão muito bem resolvidos quanto a isso e, creio eu, preparados para os adventos deste planejamento intenso que tem acontecido nos últimos dias.
Curioso falar deles para contar que conversamos. Fazemos isso sempre que podemos. São mais de decadas de amizade, extendidas por toda uma vida. Estudamos juntos, aprendemos juntos, não fizemos porra nenhum juntos. São dois caras fenomenais que simbolizam a sorte que eu tenho, por ter uma vida repleta e de exemplos e segundas chances. Pois para tudo que fazemos, existe uma segunda chance, que pode vir a se tornar uma segunda segunda chance, enfim. O que importa é que aprendemos errando, até não errar mais. E aí sim, podemos planejar coisas como essas. Viagens, empregos, empreendimentos e música. Coisas que nos envolvem num dia a dia repleto de experiências.

Eles são também minha primeira e eterna banda. Nesse conjunto, podemos nos modificar e adaptar, reformando os formatos para nos encaixarmos em outras propostas. Guitarra, baixo, bateria. Não somos uma big band completa. Somos uma espécie de power trio perpétuo. Reflexo de anos de amizade que, mesmo enfrentando dificuldades como distâncias e confrontos não armados, dura por tempo o suficiente para que nós possamos entender o valor disso tudo.
Não importa com quem eu esteja tocando, se é uma banda de punk ou de heavy metal. Sempre considero uma banda a mais em minha vida, que nunca irá se partir.

Responsáveis por incríveis felicidades e muito poucas tristezas, nós três percebemos juntos que a vida é como um rock ‘n roll, tendo introdução, verso, ponte e refrão, com espaço para aquele solo repleto de ódio ou de paixão. O que dá o tom, é a letra da música. Fale sobre amor, terás uma balada. Conte coisas sobre guerra e política, para escutar os power riffs de um bom thrash metal. Depressão e desventuras dão as cores de um grunge suado e opaco. Pense em amizade e verá uma banda que toca de tudo um pouco, sem tocar pouco de tudo.

E como o AC/DC me ensinou. “We’re just living for today. For those about to rock, we salute you”.

Filho de peixe, peixinho é.

Toda e qualquer pessoa que se ponha a analisar seu próprio pai com um mínimo de atenção, repara nele coisas que não existem nos pais dos outros. Algumas vezes, até aparece uma inveja de algo que o pai do amigo(a) faça, mas essa é uma eventualidade que pode acontecer para qualquer pessoa. Ou seja, provavelmente, já sentiram o mesmo de você e seu pai. Pessoalmente, nem acho que essa seja uma coisa ruim. Muito pelo contrário, essa é a prova de que todo pai tem lá suas qualidades, apesar de quaisquer defeitos. Basta que consigamos enxergar.

As imagens que eu tenho de meu pai, são três. A primeira, é ele chegando na Chevrolet Caravan azul pérola pra me buscar na escola. Aquele era nosso santuário. Eu, ele, meu irmão, nossa mãe, irmãs, todo mundo cabendo no porta malas, bancos etc. Era uma festa ambulante. E não havia pra mim, diversão maior do que viajarmos todos juntos naquela caranga, com o motor de 4,1 litros, onde começava toda a diversão de qualquer passeio. A segunda coisa que me vem à cabeça quando lembro de meu pai, é de ouvir música bem alto. Seja Queen, Barry White, Beatles, não importa. É a melhor maneira de se ouvir qualquer música. Bom, ao menos era assim que a gente ouvia e ele podia cantar junto com o disco, sem que muito fosse percebido. E a terceira, e última coisa, é comer de pé. Não importa se somos três, com quatro cadeiras vagas. Almoçar, se almoça de pé.

Ok. Eu menti. Não são apenas três coisas que eu me lembro quando penso nele. Tem muito mais por aí. Linhas de código numa tela azul de computador. Cobol. C++ e Visual Basic. Issac Asimov, Operação Cavalo de Tróia, Guerra nas Estrelas, Star Trek e Carl Sagan. América Football Club do Rio de Janeiro, Seleção de 70 e “poooorra Galvão, cala a boca”. Manjar de coco, mas só o que a vovó faz e Halls preto. E por aí vai. Seriam precisos três blogs para contar tudo o que ele me lembra e mais uns cinco dias dos pais.

Meu pai é uma pessoa muito peculiar. Um bom exemplo disso é que certa vez, no trabalho dele, onde ele dirigia uma equipe de programadores disfarçados de bancários, ele sugeriu que as reuniões fossem feitas como na Grécia antiga: com todos os presentes de pé, pois, segundo ele, só assim se alcançaria a objetividade desejada. Outro exemplo bem legal é que ele me ensinou a montar Lego, mas não explicando somente o que estava no manual. As estruturas, pilares, eixos e quaisquer itens de engenharia que fossem necessários para se montar um prédio, ou até mesmo um castelo, eram estritamente explicadas por ele. Nos mínimos detalhes, é claro. Isso depois me possibilitou construír cidades inteiras de Lego, com a menor quantidade de peças possíveis. Claro, exemplos como estes, têm muito mais valor para mim do que para qualquer pessoa. Mas são formas simples de explicar porquê eu não esqueço dele nunca. Mas sabem, se tem uma coisa que me lembra ele, e somente ele, é uma frasezinha bem curta e simples. “Pai é quem cria”. O meu fez isso, com tudo o que ele podia. Dedicação, esforço e paciência. Muita, mas muita paciência.
Eu matei todos os peixes dos aquários dele. Deviam ser uns três tanques cheios. Foram-se num piscar de olhos. Estraguei milhares de canetas. O que não é nada. Mas quando ele comprou o primeiro computador, daí eram os HDs que iam embora. Queimei o cinto de segurança da Caravan com um esqueiro elétrico e mais um milhão de outras coisas infernais que eu aprontei — que por acaso, não vou revelar aqui, pois os tiras não podem descobrir. E mesmo com tanta coisa do cão que eu aprontei, eu não lembro uma coisa ruim que meu pai tenha feito. Bater? Nunca. Xingar? Tá… Mas não a mim. Talvez algumas coisas engraçadas, feito me perguntar a mesma coisa mais de 10 vezes, outras estranhas, como brincar de me socar o ombro (essa doía, pois ele lutava boxe quando mais novo) e o fato dele ser cabeça dura, igual eu sou com ele, mas nenhuma lembrança ruim, de verdade. E esse tipo de coisa, não é todo filho que pode se gabar.
Esse é exatamente o tipo de coisa que me faz querer agradecer a ele, por tudo o que já fez por mim, meu irmão, irmãs e mãe. Mas assim, ao telefone é chato de se fazer isso. Faz mais de um ano que ele mora longe. Então, nem presente de dia dos pais eu posso dar pra ele. Se bem que, esse não é o tipo de coisa que importa pra ele. Aniversários, natal, feriados com nome de parente e essas coisas, são só motivos para reunir família. Os presentes nós recebemos ao longo dos anos. E esse é um presente que eu quero dar para ele: ser metade do pai que ele foi pra mim. Acho que se eu passar a ideia adiante pros netos dele, vou ter cumprido minha missão.

E que fique de lição para mim mesmo, não vou criar peixes ou bichos em casa.

Feliz dia dos pais para todos.
Feliz dia dos pais, pai.

Agora foi essa.
Furtei daqui.

Campari

Um barman, ou bartender, como queira, sabe muito da vida dos outros. Mais até do que aquele cara que tem um programa vespertino, num canal meia boca que se sustenta com uma única atração bem sucedida. A diferença é que o mala da televisão pode dar nome aos bois, pois os animais são todos marcados como gado. Já o profissional da coquetelaria sabe de tudo, mas não pode apontar os culpados. Mas eles fazem disso um grande atrativo e, volta e meia, são reconhecidos por atributos como este, e não por servir direito. Johnny era um barman conhecido a noite paulistana. Um nome americanizado para um barman brasileiro, era uma forma de se esconder a verdade por trás do nome daquele cidadão. Era um nome escroto, quase impronunciável. E decidido de que seu pai podia ter ao menos um bom gosto mais apurado, escolhendo um nome em inglês que não fosse tão confuso e cheio de letras repetidas. Mas independentemente disso, Johnny era conhecido não pelo nome, mas por sua grande capacidade de ouvir e processar as informações que os bêbados vomitavam durante uma balada, repleta de fumaça e gente cuspindo ao dar risada.
O grande segredo de Johnny era saber ouvir e falar na hora certa. Ok, não é bem um segredo enorme. Mas é uma boa tática. Certo dia ele estava abrindo o expediente, terminando de posicionar os copos, com destaque para a organização sistematicamente planejada. Um sujeito tão certinho merece essa caralhada de adjetivos. Ela chegou e sentou-se em frente a ele no balcão do bar.

— Qual é o seu signo? — indagou a moça que mal começava a sua balada.
— Como?
— Signo. Qual é o teu?
— É capricórnio… Eu acho.
— Com esse tanto de arrumação, você lembra mais um virginiano.

Ele já havia escutado isso antes. Nem ligou muito. “Quer beber algo?”, perguntou a ela.

— Você tem Campari?

É claro que ele tinha Campari. Ela estava em um bar, não numa confeitaria. Pegou o copo com uma mão, torcendo-o e passando o vidro por debaixo do pulso e por detrás das costas, jogando o copo para a outra mão, que levantou rapidamente no ar e… Vacilou. Copo caído no chão e cacos espalhados. Sim, malabarismo nunca foi o talento dele. Mas ele sabia servir um copo, parado, como ninguém. Pegou outro copo.

— Gelo? — perguntou já com o cubo transparente na ponta do pegador.
— Claro que sim, por favor.

Ele começou a servir sob medida. Copo com gelo, Campari e um limão na borda. Dali passou a limpar a cagada que tinha feito no chão. Eis que a moça loira pergunta há quanto tempo ele trabalhava como bartender. Mais de dez anos, ele respondeu, com vergonha de dizer que já faziam quase dezesseis e ele ainda não sabia jogar copos pra cima e pegá-los direito. Era assim toda a noite.

— Você deve conhecer muita gente não é? Gente de todos os tipos. Gente estranha, gente esquisita. Gente normal, com cara de gente mesmo. Sem problema algum pra contar. Outros com história mais cabeludas do que a realidade poderia fazer acontecer. Deve ser um trabalho interessante.
— É. Dá pra escrever um livro.
— Com prefácio e tudo né? — comentou rindo.

A rapariga continuou a comentar a provável vida movimentada de Johnny. Enquanto isso, mais pessoas iam entrando, sentando no balcão e pedindo seus drinks, cervejas, nas mesas os homens levantavam para ir até ali e também fazerem seus pedidos. Tudo isso ia acontecendo, aumentando a densidade demográfica ao redor do balcão, e a mulher permanecia falando. Johnny antedia aos outros enquanto a ouvia. Ela estranhamente não parava de falar. Mesmo que ele estivesse longe. Passou da imaginação dela, sobre o que seria a rotina de um barman, tender, chester, para os motivos que a levaram até aquele bar. Eram os exnamorados, a mãe dela, irmã, uma amiga traíra que tinha lhe aplicado um chifre ao descobrir que ela tinha feito o mesmo antes. Tudo aquilo que Johnny estava acostumado a ouvir. Responderia para dar outra chance, para prestar atenção, pois, mãe só existe uma. Coisas assim. E já arquitetando um monte de respostas, ele ouve em meio as palavras chatas daquela mulher que ele já não aguentava mais, algo que lhe chamou a atenção.

Sabe porquê eu estou aqui na verdade? Um atentado. É, isso mesmo. Faço parte de um grupo, bem, não é um grupo. É uma célula, é assim que a gente chama. Uma célula ativa de uma organização muito maior, onde buscamos dar um jeito nisso tudo, sabe? Acabar de uma vez com essa merda. Essa injustiça. São tantas pessoas na rua, pedindo ajuda e sendo ignoradas. Não há governo que dê jeito! Não há medida provisória, precacional que consiga resolver isso. Inventaram cotas, métodos avançados de avaliação e a educação continua na mesma bosta. São leis e mais leis tentando dar um jeito na corrupção. Mas quem vota essas leis? Os próprios corruptos. Muito fácil. Muito fácil. Fácil, até aparecer alguém que faça algo de verdade. Algo que entre para a história. Mude o curso da humanidade! Bom, talvez não da humanidade, mas da nossa sociedade. Microsociedade, entende?

Ele não fazia ideia do que dizer. Estava perplexo. Chocado. Foram mais uns três ou quatro copos jogados no chão durante aquele papo. E ele olhava ao redor dela, onde ninguém aparentava ter se chocado. Seria possível que ninguém em volta dela tenha ouvido? Nem aquele gordo de chapéu ‘bossa nova’, nem aquela mulher do vestido exageradamente curto. Ninguém havia ouvido, ou prestado atenção.

— Me diz uma coisa, qual é o seu nome? — ela mal fechou a boca para pronunciar ‘nome’ e ele já estava gaguejando.
— Jo-jo.. John…
— John?
— Johnny.
— Prazer Johnny. Esse é seu nome mesmo?

Engoliu a lingua. Respirou fundo. Salivou mais um pouco e engasgou.

— Na-não. É Xêiquespire. — respondeu com mais vergonha do que cachorro que acaba de derrubar um vaso da dinastia Ming na sala de estar. Quando Johnny contou seu nome, dois ou três pessoas viraram o rosto para ouvir ele falar. Nisso eles prestam atenção, bando de filhos da puta.
— Como o autor?
— Autor?
— É. O Inglês, Shakespeare.
— Sim, sim. Só que escrito errado.

Ela continuou conversando. Contando coisas banais, como se não tivesse dito nada. Talvez fosse brincadeira, talvez fosse um teste. Sabe-se lá que tipo de mulher era aquela. Podia estar com várias bananas de dinamite atreladas ao tronco. Podia carregar bananas na bolsa só para suprir o potássio. Johnny ali, só pensando em duas coisas, “como ninguém ouviu e por quê raios ouviram o meu nome, caralho?”, e a moça loira continuava tagarelando. Começou a reparar na roupa. Casaco não muito grande. Não dá pra esconder uma espingarda. Talvez uma Glock, daquelas que só a CIA usa. Podia ser C4, o brinquedo do Esquadrão Delta. O agitado barman relembrou de todo o enredo dos filmes do Chuck Norris, Charles Bronson, e nada de conseguir pensar direito. Ainda estava com aquela palavra martelada. Atentado, atentado, atentado. Resolveu arriscar. Cortou a moça no meio da conversa fiada.

— De-desculpe, qual é o seu nome? — interrompeu bruscamente.
— O meu? É Lilliane.
— Ok. Lilliane. Você falou algo sobre um atentado, certo? — deu ênfase na palavra atentado. Mas ninguém parecia olhar pro lado, pra eles.
— Sim, atentado. Nada de mais. Queria poder fazer algo maior! Algo…
— Tá, tá. Olha, você tá falando sério? — perguntou ríspidamente.
— Você acha que eu brincaria com isso?

Tremeu da ponta dos cabelos à sola dos pés. O corpo inteiro. Sentiu cada pelinho do braço levantar e o destino final de sua alimentação, apertar como uma mão pronta para socar. Ele não sabia o que falar. Queria perguntar mais, saber onde seria. Mas não tinha coragem. Ela havia parado de falar e terminava seu Campari. Ele ainda ficava servindo pra um lado, pro outro. Mas queria ficar ali parado, ouvindo e pronto para saber de qualquer informação importante. Então ela só se despediu. Começou a levantar.

— Espera! Lilliane! — gritou. Ninguém olhou.
— Sim Shakespeare. — todos olharam pra ele. Que merda.
— Er… Não quer mais um drink?
— Não, obrigada.

Ofereceu por conta da casa e não adiantou. Ela saiu pela porta rebatedora e sumiu, para talvez nunca mais voltar. Seria aquela moça incrívelmente linda, porém chata, uma terrorista?! Representante de uma célula criminosa alocada no Brasil, em plena São Paulo? Talvez sim. É aquele tipo de coisa que você fica sabendo, morre de agonia por isso, mas não descobre a verdade. E passa o resto da vida assim, torcendo para que fosse um sonho. Ele preocupado. Servia pior do que nunca. Quebrou copos sem malabarimso. Serviu whisky com limão, cerveja com gelo, Martini com azeitona. Sim, Martini não tem como errar. Quem bebe Martini é fresco demais para não prestar atenção ao bartender preparando o drink. Em meio a multidão cercando o bar, uma voz masculina.

— Ei, Johnny. Seu nome é Shakespeare?

Maldita sociedade, escrota por natureza. Critica a porra do programa vespertino, o apresentador, tudo. Mas só consegue prestar atenção nas coisas desimportantes, como o próprio programa. Uma atentadora da paz e da ordem mundial sentada bem ao lado deles, e eles lembram somente do nome do Johnny. Isso sem nem saberem como se escreve Shakespeare errado.
Sabe o que é isso? A vida de um bartender. Não é a primeira vez que ele ouviu algo absurdo. Não será a última. É impossível medir a escrotisse de cada história. A improbabilidade e a probabilidade de assuntos, simplesmente, funcionam como uma roleta russa. Uma hora, mata. Outra hora, nada. E é assim, na vida de Shakespeare. Que nunca mais será o mesmo. Já que o seu apelido, não é menos humilhante que seu nome.

Se não fosse tão fácil entender que jamais seria minha, não teria desistido. Nem mesmo com um milhão de motivos.

(via zatanna)

(via zatanna)